História de Santo Antônio, o Santo Casamenteiro

Fernando de Bulhões, nome de batismo de Santo Antônio, nasceu em Lisboa, Portugal, no ano de 1195, no seio de uma família nobre. Quando jovem entrou para a Ordem de Santo Agostinho e em 1220 tornou-se sacerdote.

Nesse mesmo ano, chegaram em Portugal as relíquias de 5 mártires franciscanos, que foram mortos no Marrocos, situação que suscitou em Fernando a vontade de entrar para a ordem dos franciscanos. Nesse momento, o jovem escolheu o nome de Antônio e iniciou uma missão para o país africano onde ocorreram as mortes, mas, após um ano, teve que retornar à Europa, pois ficou doente.

A partir do ano de 1221, Antônio começou a pregar e, em todos os lugares que passou, foi considerado prodígio, fortalecendo sua santidade. Então, em 1224 foi indicado por São Francisco de Assis para lecionar Teologia na universidade de Bolonha.

No final de 1227, Santo Antônio retornou à Itália e até 1230 atuou como Ministro Provincial em Milão e em Pádua. Assistiu, em Assis, os traslados dos restos mortais de São Francisco.

Ainda em 1230, Santo Antônio solicitou ao papa a dispensa de suas funções no cargo Provincial, para dedicar-se à pregação e contemplação, permanecendo no mosteiro que havia fundado em Pádua.

Com uma saúde precária, Santo Antônio recolheu-se ao convento de Arcella, perto de Pádua, onde escreveu uma série de sermões para domingo e dias santificados.

Santo Antônio faleceu em Pádua, Itália, no dia 13 de junho de 1231 e foi canonizado em 1232, apenas onze meses após sua morte, pelo papa Gregório IX. Em 1263, seus restos mortais foram transladados para a Basílica de Santo Antônio de Pádua, construída em sua memória.

Dentre seus milagres, foi relatado que, quando o frei pregava aos hereges em Rimini, na Itália, e estes deram-lhe as costas, Santo Antônio foi até a beira de um rio e continuou a pregar. Nesse momento ocorreu um milagre: vários peixes se aproximaram e colocaram a cabeça fora d’água em ato de escuta. Os hereges ficam tão impressionados que logo se convertem.

Outro milagre do santo só foi revelado após a sua morte. Certa noite, em Pádua, na casa do conde Tiso, ao ver alguns raios de luz saindo das frestas da porta do quarto em que Antônio estava, o conde se aproximou e observou. Compreendeu que se tratava de um milagre ao ver a Virgem Maria entregando o menino Jesus nos braços de Santo Antônio. Enquanto ainda observava, o Menino desapareceu. Quando o santo saiu do quarto e percebeu que o conde havia presenciado a cena, pediu a ele que só contasse o que viu após a sua morte. Por esse fato, o santo passou a ser representado carregando nos braços o Menino Jesus.

O dia de Santo Antônio é comemorado em 13 de junho, data de sua morte, e faz parte das comemorações juninas. A veneração ao Santo é difundida nos países latinos, principalmente em Portugal e no Brasil.

No ano de 2021, foi relembrado os 790 anos da morte do santo casamenteiro.

E por que casamenteiro? Essa fama começou porque uma jovem que não possuía dote para o casamento foi até Santo Antônio, e recebeu dele um bilhete que pedia para entregar o papel a um determinado comerciante. No bilhete estava escrito que o comerciante deveria dar para aquela moça a quantidade de moedas que pesasse o papel. Ele aceitou e precisou usar 400 moedas de prata para equilibrar o papel com outra parte da balança. Neste momento, o comerciante lembrou que tinha prometido para Santo Antônio, em um momento da vida, 400 moedas de prata. E de lá para cá, todas as moças que têm o desejo de casar-se fazem a Santo Antônio o pedido e a promessa.

Santo Antônio, rogai por nós!

Medalha de Santo Antônio, encontrada no meio do tradicional bolo.

Por Marina Silva Ferreira

 

 

 

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